A POESIA NÃO MORRE
Quando
me mudei para a capital do estado pensei que me transformaria numa máquina.
Pensei
que deixaria de ser tão sensível como sou.
Hoje
me vejo rodeada de prédios, de ruas movimentadas, pessoas apressadas. E eu sou
uma delas.
Mas
continuo a mesma. Continuo vendo sorrisos onde não há tempo para sorrir.
Aqui
não há campos floridos, nem canto de pássaros, não borboletas. Não há céu
coberto de estrelas.
Mas
as belezas da minha terra eu guardo na memória. É só fechar os olhos e
sonhar...
A
poesia não morre jamais.
Quem
nasceu dotado de grande sensibilidade não a perderá jamais.
Não
serão canteiros de concreto que machucarão a minha alma.
sonia delsin

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