sábado, 17 de maio de 2014



A POESIA NÃO MORRE

Quando me mudei para a capital do estado pensei que me transformaria numa máquina.
Pensei que deixaria de ser tão sensível como sou.
Hoje me vejo rodeada de prédios, de ruas movimentadas, pessoas apressadas. E eu sou uma delas.
Mas continuo a mesma. Continuo vendo sorrisos onde não há tempo para sorrir.
Aqui não há campos floridos, nem canto de pássaros, não borboletas. Não há céu coberto de estrelas.
Mas as belezas da minha terra eu guardo na memória. É só fechar os olhos e sonhar...
A poesia não morre jamais.
Quem nasceu dotado de grande sensibilidade não a perderá jamais.
Não serão canteiros de concreto que machucarão a minha alma.


sonia delsin

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