sábado, 17 de maio de 2014



QUANDO MEU TEMPO AQUI FINDAR

Todos nós sabemos que a morte é um fato, mas ela não me assusta como nos meus tempos de menina.
Agora eu acredito plenamente na vida eterna.
Não temo a morte, nem a desejo porque quero usufruir a companhia adorável de vocês meus queridos. Quero viver intensamente e de uma forma que quando eu partir estarei em paz com Deus, com o mundo, comigo mesma.
Tenho um desejo excêntrico, mas vocês sabem que nunca fui uma pessoa comum.
Talvez esse meu desejo seja até uma tolice, mas eu o quero e pronto.
Desejo que depois de morta meu corpo, esse meu corpo vibrante de vida e cores; esse corpo que precisou sofrer para que minha mente conseguisse atingir uma compreensão maior. Esse meu corpo que envelhece aos poucos. Gostaria que ele fosse cremado e que as cinzas fossem jogadas sobre a terra em que nasci, naquele pedaço de chão que mais amei.
Gostaria que durante o tempo em que as cinzas fossem dispersadas ao vento sobre a terra tão amada sinos tocassem na matriz.
Penso que a menina que morou naquela chácara nunca morreu. Não morre nunca, como não morrem as recordações boas e más do meu tempo de criança.
É só um desejo, mas eu o deixo aqui impresso. Quem sabe?!
Conto com vocês para isso. É a minha última vontade.


sonia delsin

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