UMA VIDA DEDICADA A ESCREVER
Eu
era uma menina quando comecei a escrever poemas, redações, pequenos artigos. Na
juventude enchi folhas e mais folhas de papel, mas poucos guardei.
Posso
dizer que dediquei uma vida a escrever. E li muito também, posso dizer que
metade do tempo passei lendo e outra metade escrevendo.
Em
meio às obrigações do lar, a criação dos filhos e os deveres de esposa passei
uma grande parte de meu tempo escrevendo.
Lembro-me
que muitas vezes amamentava um de meus meninos e escrevia versos, crônicas,
alguns artigos. Outras vezes brincava com eles e sempre com papel e caneta por
perto. Eles se acostumaram a isso e nunca mexiam no que me pertencia. Sempre
estive em meio a livros, cadernos, pois que nesse tempo não tinha uma máquina
de escrever.
Escrevia
todo dia. Todo dia, sem exceção. Só tenho uma tristeza de não ter tudo
guardado. Quanto trabalho foi jogado fora.
Não
via valor no que escrevia. Achava que nunca estava bom.
Eu
tinha tantos contos escritos em folhas numeradas e lamento tê-los perdido.
Quando
ganhei uma máquina de escrever comecei a datilografar alguns, mas era cansativo
e já não era tão boa datilógrafa como nos tempos da juventude, quando
trabalhava num escritório.
Muitas
vezes desistia de alguns trabalhos inacabados e eles iam pra lixeira.
Depois
ganhei um micro computador e como as coisas facilitaram. Contos nasciam todo
dia, pequenos romances e os poemas que sempre adorei escrever.
É,
posso dizer que passei grande parte da vida escrevendo.
E
continuo. Quero continuar mais e mais.
Acho
que só vou parar mesmo quando morrer. Cada uma nasce pra uma coisa nesta vida e
chego a conclusão que nasci pra escrever.
Muitos
de meus leitores insistem em dizer que são bons meus escritos e sinto que
melhorei muito com o passar dos anos.
Nem
sempre fui compreendida pelas pessoas por passar horas me dedicando a isso, mas
não posso estar o tempo todo agradando aos outros, necessito agradar a mim
mesma e sinto grande satisfação no que faço.
sonia delsin

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