DECEPÇÕES
Como
nos decepcionamos pela vida afora!
E
tentamos sobreviver a tantos tombos.
É
uma capacidade fabulosa essa do ser humano de esquecer.
E
muitas vezes caímos novamente no mesmo erro porque confiamos demais.
Somos
benevolentes? Ingênuos? Ou tentamos dar a volta por cima e fazer novas
tentativas... algo a pensar.
Constantes
decepções nos tornam “gatos escaldados”, e passamos a confiar desconfiando.
Sem
que nem percebamos vamos ganhando armas para combater outros adversários.
E
acabamos nos transformando em verdadeiros escudos humanos. Prontos a receber
chibatadas, ofensas, desaforos.
Nada
nos atinge, porque o couro se torna grosso.
Fica
um gosto amargo em nossa boca, um nó na garganta cada vez que uma pessoa nos
decepciona? Ou soltamos o verbo?
Seja
como for, sempre é desagradável.
Precisamos
tomar cuidado para não nos isolarmos depois de muitas decepções. Ninguém pode
viver como uma ilha.
As
pessoas não são iguais.
São
Carlos, 21 de outubro de 1994
sonia delsin

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