sábado, 17 de maio de 2014



DECEPÇÕES

Como nos decepcionamos pela vida afora!
E tentamos sobreviver a tantos tombos.
É uma capacidade fabulosa essa do ser humano de esquecer.
E muitas vezes caímos novamente no mesmo erro porque confiamos demais.
Somos benevolentes? Ingênuos? Ou tentamos dar a volta por cima e fazer novas tentativas... algo a pensar.
Constantes decepções nos tornam “gatos escaldados”, e passamos a confiar desconfiando.
Sem que nem percebamos vamos ganhando armas para combater outros adversários.
E acabamos nos transformando em verdadeiros escudos humanos. Prontos a receber chibatadas, ofensas, desaforos.
Nada nos atinge, porque o couro se torna grosso.
Fica um gosto amargo em nossa boca, um nó na garganta cada vez que uma pessoa nos decepciona? Ou soltamos o verbo?
Seja como for, sempre é desagradável.
Precisamos tomar cuidado para não nos isolarmos depois de muitas decepções. Ninguém pode viver como uma ilha.
As pessoas não são iguais.

São Carlos, 21 de outubro de 1994


sonia delsin

Nenhum comentário:

Postar um comentário