UM VULTO
Eu comecei a ver o vulto aos
quatro, cinco anos...
Ele usava um chapéu e era de
estatura baixa.
Um homem adentrava o quarto da
“noninha”.
Não o vi uma vez apenas. Na verdade
foram repetidas vezes.
O fato não me assustava em nada
apesar da pouca idade.
Até hoje quando penso nisso acho
estranho a menina que fui aceitar tudo aquilo com tanta naturalidade.
O nono que não cheguei a conhecer
vinha visitar a minha avozinha.
Eu não o via como um fantasma. Nada
disso. E nem me assustava.
Sabia que ele vinha, que voltaria e
aceitava tudo como uma coisa natural.
Os anos passaram. Continuei vendo e
nunca mudou minha forma de pensar.
Um dia nos mudamos da casa e na
nova ele nunca apareceu. Pelo menos eu não vi.
Minha mãe e eu falávamos do
assunto. Ela também via e a nona dizia simplesmente: O “Queco” esteve aqui esta
noite me visitando.
Era uma coisa que nem todos podem
compreender.
Quando se diz que existem mais
mistérios entre o céu e a terra do que podemos imaginar...
Um vulto... era tão só um vulto...
Mistérios que nunca vamos
compreender.
sonia delsin

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